terça-feira, 23 de julho de 2013

Defesa do Consumidor

A linguagem como lugar onde se constrói a identidade.
“São as palavras que tomam uma atitude, não os corpos; são elas que tecem, não os vestidos; elas que brilham, não as armaduras; elas que ressoam, não as tempestades. São as palavras que sangram, não as feridas.” Pierre Klossowshi.


Ocorreu na última segunda-feira, 22/07, o segundo Grande Expediente do Vereador Pe. Wilson. . Inicialmente o Vereador Pe. Wilson retomou uma colocação do Vereador Alberi Grando que diz que o grande expediente é para trazer algo significativo para a comunidade. Portanto o tema abordado foi em relação aos direitos do consumidor.

Em conversa com o coordenador do PROCON de Passo Fundo, Sr. Rogério Silva, fomos informados que por tarde em torno de 80 pessoas procuram o PROCON para fazer denúncias e reclamar seus direitos. As áreas que mais tem reclamação é a telefonia e Internet.

Passo Fundo é a primeira cidade do interior do país que formulou um Código de Defesa do Consumidor Municipal, também temos um Conselho Municipal do Consumidor que há 2 anos foi reativado, do qual o Presidente é o companheiro Saul Spinelli, porém esses são dados que a população desconhece.
Marilena Lazzarini

O Vereador Pe. Wilson se utilizou de uma entrevista de uma referência brasileira quando se fala em defesa dos Direitos do Consumidor, a Sra. Marilena Lazzarini. Engenheira Agrônoma, Marilena foi uma das fundadoras do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), também foi fundadora do PROCON-SP em 1976, em plena ditadura militar. Após 30 anos de militância Marilena acha que chegou a hora do consumo responsável e sustentável . Marilena crê que ainda não temos 70% do Código de Defesa do Consumidor devidamente implementado, demonstrando assim a arma poderosa que temos para garantia de nossos direitos. O IDEC foi criado para cuidar de questões de âmbito coletivo e não de pequenas coisas de âmbito particular.

Percebemos, pelos números oficiais, que mais 40 milhões de brasileiros ascenderam economicamente, ou seja, é mais que a população da Argentina, e se tornaram consumidores, porém deve-se ter em conta que não é a totalidade desse número que tem consciência da educação para o consumo, formando, dessa forma, uma bolha de crédito e de dívida. A publicidade foca exatamente nesses novos consumidores, percebendo-se um marketing agressivo para essa parcela da população que, com direito, quer consumir.

Em contraponto percebemos que até pouco tempo o departamento do Ministério da Justiça encarregado dos direitos do consumidor tinha pouco mais de 20 funcionários, sendo assim de que forma dialogar e interagir de igual para igual com as grandes empresas? Há falta de mecanismos para proteger essa população dos riscos intrínsecos ao crédito fácil e ao marketing agressivo. É necessário outras instituições fortes de defesa do consumidor, talvez cooperativas de consumidores, pois a especificidade regional é enorme num país como o Brasil.


Durante a semana estaremos divulgando o vídeo da íntegra do Grande Expediente.

Fotos:







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