A linguagem como lugar onde se constrói a identidade.
“São as palavras que tomam uma atitude, não os corpos; são
elas que tecem, não os vestidos; elas que brilham, não as armaduras; elas que
ressoam, não as tempestades. São as palavras que sangram, não as feridas.”
Pierre Klossowshi.
Ocorreu na última segunda-feira, 22/07, o segundo Grande
Expediente do Vereador Pe. Wilson. . Inicialmente o Vereador Pe. Wilson retomou
uma colocação do Vereador Alberi Grando que diz que o grande expediente é para
trazer algo significativo para a comunidade. Portanto o tema abordado foi em
relação aos direitos do consumidor.
Em conversa com o coordenador do PROCON de Passo Fundo, Sr.
Rogério Silva, fomos informados que por tarde em torno de 80 pessoas procuram o
PROCON para fazer denúncias e reclamar seus direitos. As áreas que mais tem
reclamação é a telefonia e Internet.
Passo Fundo é a primeira cidade do interior do país que
formulou um Código de Defesa do Consumidor Municipal, também temos um Conselho
Municipal do Consumidor que há 2 anos foi reativado, do qual o Presidente é o
companheiro Saul Spinelli, porém esses são dados que a população desconhece.
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| Marilena Lazzarini |
O Vereador Pe. Wilson se utilizou de uma entrevista de uma
referência brasileira quando se fala em defesa dos Direitos do Consumidor, a
Sra. Marilena Lazzarini. Engenheira Agrônoma, Marilena foi uma das fundadoras
do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), também foi fundadora do
PROCON-SP em 1976, em plena ditadura militar. Após 30 anos de militância
Marilena acha que chegou a hora do consumo responsável e sustentável . Marilena
crê que ainda não temos 70% do Código de Defesa do Consumidor devidamente
implementado, demonstrando assim a arma poderosa que temos para garantia de
nossos direitos. O IDEC foi criado para cuidar de questões de âmbito coletivo e
não de pequenas coisas de âmbito particular.
Percebemos, pelos números oficiais, que mais 40 milhões de
brasileiros ascenderam economicamente, ou seja, é mais que a população da
Argentina, e se tornaram consumidores, porém deve-se ter em conta que não é a
totalidade desse número que tem consciência da educação para o consumo,
formando, dessa forma, uma bolha de crédito e de dívida. A publicidade foca
exatamente nesses novos consumidores, percebendo-se um marketing agressivo para
essa parcela da população que, com direito, quer consumir.
Em contraponto percebemos que até pouco tempo o departamento
do Ministério da Justiça encarregado dos direitos do consumidor tinha pouco
mais de 20 funcionários, sendo assim de que forma dialogar e interagir de igual
para igual com as grandes empresas? Há falta de mecanismos para proteger essa
população dos riscos intrínsecos ao crédito fácil e ao marketing agressivo. É
necessário outras instituições fortes de defesa do consumidor, talvez
cooperativas de consumidores, pois a especificidade regional é enorme num país
como o Brasil.
Durante a semana estaremos divulgando o vídeo da íntegra do
Grande Expediente.
Fotos:


